Palmeiras na web de torcedores da Palmeiras.

biografia do técnico osvaldo brandão

Criar artículo

Quer criar um artigo? Tente procurar no Buscador o artigo que deseja criar para comprovar que ainda não existe. Em caso de não existir, você poderá criá-lo

Denúncia

Por favor, insira o motivo de denúncia do artigo

Por favor, copie e cole os parágrafos denunciados para ajudar a localização do artigo denunciado. Obrigad@.

biografia do técnico osvaldo brandão

Enviar a um amigo

Oswaldo Brandão foi um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro. Tirou o São Paulo da fila em 1971, o Corinthians da fila em 1977 e, entre outros títulos, faturou até um Campeonato Argentino pelo Independiente. Mas foi no Palmeiras que o treinador teve os resultados mais expressivos da carreira. E foi no Palestra Itália também que tudo começou, há exatos 65 anos, com a conquista do Campeonato Paulista de 1947.

Naquele dia 28 de dezembro, o gaúcho da cidade de Taquara levantou sua primeira taça como técnico com apenas 31 anos de idade. Curiosamente, comandando justamente a única equipe pela qual atuou na curtíssima passagem como jogador.

 

A vida de zagueiro profissional teve início em 1942, quando o clube ainda se chamava Palestra – Brandão foi coadjuvante na campanha que culminou na Arrancada Heroica –, e terminou já em 1943, após sofrer uma grave contusão na perna. Se, por um lado, a lesão foi uma tragédia, por outro fez com que o Brandão rapidamente passasse a fazer o que mais sabia: comandar e motivar um time de futebol. Apoiado pela diretoria palmeirense e por seus ex-companheiros de equipe, o ex-zagueiro fez uma escolha um tanto quanto pretensiosa e, com menos de dois anos longe da bola, decidiu voltar aos gramados, desta vez na condição de treinador.

 

Brandão assumiu o Palmeiras pela primeira vez em 1945, sucedendo seu ex-treinador, Armando Del Debbio. Em sua primeira passagem pelo Verdão, permaneceu por pouco tempo, mas com bons números: disputou 19 jogos, venceu 13, empatou 5 e perdeu apenas 1.

 

O sucessor de Brandão foi ninguém menos que Junqueira, seu ex-capitão e companheiro de time nos tempos de jogador. Junqueira havia encerrado sua brilhantíssima carreira como zagueiro ironicamente no mesmo período em que Brandão estreava como técnico. Assumindo o controle do Verdão já no jogo seguinte à saga do jovem gaúcho, Junqueira não deixou Brandão se despedir sem antes lhe convidar para participar de uma partida amistosa entre Palmeiras e Botafogo-RJ, na qual voltaria a atuar como jogador. Apesar da falta de ritmo de jogo, Brandão jogou muito bem e ajudou o Palmeiras a vencer por 2 a 1. A vitória rendeu ao time paulistano a taça Armando Albano, que levava este nome em homenagem ao ex-jogador de basquete do Palestra Italia e do Botafogo nos anos 30 e 40, vítima de uma fatalidade em quadra quando atuava pelo clube carioca.

 

Após o bom desempenho obtido em sua primeira passagem, entre outubro de 1945 e março de 1946, Brandão retornou ao banco palmeirense em abril de 1947 para realizar um feito ainda mais impressionante. Quando assumiu o time pela segunda vez, sucedeu o técnico Ventura Cambon, que vinha de uma sequência de quatro derrotas. O cenário no Verdão era preocupante, mas mudou radicalmente após a volta de Brandão. A equipe imediatamente atingiu uma sequência invicta de sete partidas e ganhou combustível suficiente para iniciar o Campeonato Paulista com força total.

 

O Palmeiras acumulou pontos importantes logo de cara no Paulistão, vencendo as cinco primeiras partidas da competição com certa tranquilidade. Curiosamente, o Palmeiras não sofreu gols naqueles cinco primeiros jogos e, por isso, o jornal A Gazeta Esportiva ofereceu como prêmio uma geladeira para o jogador que conseguisse marcar um gol no arqueiro palmeirense Oberdan Cattani. O tabu foi quebrado em um jogo diante do rival Corinthians. O Palmeiras vencia por 2 a 0 até que o corintiano Milani arriscou uma bomba de fora da área e o zagueiro palmeirense Turcão, ao tentar desviar, colocou a bola para dentro das redes – os mais maldosos afirmam que Turcão fez o gol propositalmente para poder ganhar a geladeira. Verdade ou não, o fato é que na semana seguinte do jogo foi entregue uma geladeira na casa de Turcão. Anos após este episódio, o ex-zagueiro falou sobre o assunto e, em tom bom humorado, insistiu que tudo não passou de uma mera coincidência, pois pouco tempo antes do ele havia comprado uma geladeira por méritos próprios. Para sorte de Turcão, o Palmeiras ainda marcou o derradeiro gol da partida com Canhotinho e venceu o prélio diante dos rivais alvinegros por 3 a 1.

 

Com apenas uma derrota em todo o Campeonato Paulista, o Verdão liderava a competição mantendo quatro pontos de vantagem em relação ao vice-líder Corinthians. Na penúltima rodada, porém, o Palmeiras liquidou todas as chances possíveis dos rivais. Enfrentando o Santos na Vila Belmiro, o Alviverde venceu por 2 a 1 (gols de Turcão e Arturzinho) e conquistou o título paulista de 1947 com uma campanha incrível. No total, foram 20 jogos, 17 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota. O Palmeiras balançou as redes adversárias 46 vezes e sofreu apenas 16 gols.

 

Após conquistar seu primeiro título como treinador, Brandão deixou o Palmeiras com a promessa de que um dia voltaria para sentir novamente a emoção de ser campeão com o Verdão. E, anos mais tarde, a promessa foi cumprida em grande estilo. Com total apoio da diretoria palmeirense, Brandão voltou em 1958 para montar um supertime que foi capaz de consagrar-se campeão diante do poderoso Santos de Pelé no ano seguinte, quebrando assim um jejum de títulos que já estava incomodando a torcida havia quase oito anos. Naquele período, o mestre – que já estava mais experiente, pois havia conquistado mais títulos em outros clubes –, montou a base da Primeira Academia ao trazer craques como Chinesinho, Valdir de Moraes, Julinho Botelho e Djalma Santos. Desta vez, Brandão permaneceu mais tempo no cargo em comparação àquela passagem de 1947. Ficou de 1958 a 1960 e, além do Paulistão de 1959, faturou também a Taça Brasil de 1960, o primeiro título brasileiro da história do Palmeiras.

 

Nos anos 70, Brandão teve outra passagem pelo clube, ainda mais marcante que a anterior. No comando da Segunda Academia, o treinador colecionou troféus, conquistando o Campeonato Paulista de 1972 de maneira invicta, os Campeonatos Brasileiros de 1972 e 1973, o Troféu Ramón de Carranza-ESP de 1974 e mais um Estadual, o famoso Paulistão de 1974 diante do Corinthians, acabando com as esperanças do rival de sair do jejum de títulos que já durava mais de 20 anos.

 

Após sua saída em 1974, Brandão teve outras passagens pelo Palmeiras (em 1975 e em 1980), mas não conquistou títulos. O mestre também inspirou seu pupilo Dudu, volante das chamadas Academias, a tornar-se treinador. Dudu comandou o Palmeiras em 1976, conquistando o título paulista que seria o último do Palmeiras até a chegada da Parmalat, em 1993.

 

No total, Oswaldo Brandão comandou o Palmeiras 584 vezes – é o técnico que mais treinou o Verdão em toda história. Obteve 340 vitórias, 151 e apenas 93 derrotas. Morreu no dia 29 de julho de 1989, em São Paulo, aos 72 anos.

 

Números como jogador

 

Jogos: 34

Vitórias: 22

Derrotas: 6

Empates: 6

Gols: 3

 

Títulos como jogador

 

Campeonato Paulista: 1942

 

Números como treinador do Palmeiras

 

Jogos: 584

Vitórias: 340

Derrotas: 151

Empates: 93

 

Títulos como treinador do Palmeiras

 

Campeonato Brasileiro: 1960, 1972 e 1973

Campeonato Paulista: 1947, 1959, 1972 (invicto) e 1974.

Troféu Ramón de Carranza-ESP: 1974

Torneio de Mar Del Plata-ARG: 1972

Torneio Laudo Natel: 1972

biografia_do_tecnico_osvaldo_brando_

biografia_do_tecnico_osvaldo_brando_

Página criada por zxposito

É provável que esse artigo contenha material da Wikipedia esse material se utiliza de acordo com os termos da licença livre de documentação GNU