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Autores valorizam Copa do Brasil 2015: “Batizou o novo estádio”

Mafa60 Por Mafa60

em 22-02-2016 às 18:11

Autores valorizam Copa do Brasil 2015: “Batizou o novo estádio”
Autores valorizam Copa do Brasil 2015: “Batizou o novo estádio”

Bruno Ceccon São PauloSP   Os milhares de palmeirenses que se reuniram dentro e fora do Palestra Itália para acompanhar a final da Copa do Brasil 2015 testemunharam (e protagonizaram) um acontecimento sem precedentes. Fernando Galuppo e José Ezequiel Filho, autores do livro “Parque dos Sonhos”, sem hesitar classificam o triunfo sobre o Santos como um dos jogos mais importantes do estádio.

Sede da partida de abertura do Campeonato Paulista 1902, primeiro torneio oficial de futebol do Brasil, o Estádio Palestra Itália já viu um título da Seleção sobre a Argentina (Copa Roca 1922) e inúmeras façanhas do time da casa, da goleada por 8 a 0 sobre o Corinthians em 1933 à sonhada conquista da Libertadores 1999 contra o Deportivo Cali.

A vitória sobre o Santos, resultado que garantiu o tricampeonato da Copa do Brasil, marcou a primeira conquista da Sociedade Esportiva Palmeiras após a inauguração da moderna arena, construída de 2010 a 2014. O triunfo nos pênaltis é retratado nas páginas do livro Parque dos Sonhos, editado pela In House, a ser lançado até o mês de abril.

“Eu vejo a conquista da Copa do Brasil sobre o Santos como uma espécie de batismo, algo para dar alma à nova arena do Palmeiras. Com o passar dos anos, acho que o torneio vai ser lembrado dessa maneira: um título superimportante. Com certeza, fica entre os cinco maiores da história do Estádio Palestra Itália”, afirmou José Ezequiel.

A finalíssima da Copa do Brasil 2015 teve contornos dramáticos. Derrotado por 1 a 0 na Vila Belmiro, o Palmeiras chegou a abrir 2 a 0 com Dudu, mas tomou um gol de Ricardo Oliveira nos minutos finais e a decisão foi para os pênaltis. Diante de 39.660 espectadores, o goleiro Fernando Prass converteu a cobrança do título e terminou como herói.

Milhares de palmeirenses acompanharam a final do lado de fora do estádio (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Milhares de palmeirenses acompanharam a final do lado de fora do estádio (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Para o pesquisador Fernando Galuppo, porém, o que ocorreu dentro de campo na noite do dia 2 de dezembro não é o que faz da partida uma das mais significativas da história do Palestra Itália. Ele acompanhou o jogo entre os milhares de palmeirenses que, sem ingresso para a decisão, se aglomeraram nas imediações do estádio para torcer pelo time.

“Muito mais do que o aspecto técnico e do que o pênalti do Prass, esse título vai ser lembrado pela paixão de uma torcida. A final da Copa Libertadores de 1999 teve o seu apelo, mas não contou com tantos milhares de palmeirenses na rua Turiassu. Lotamos e abraçamos o estádio. Foi uma única alma, em um único corpo. Algo inédito”, afirmou Galuppo.

Na decisão diante do Santos, o time alviverde vendeu 100% dos ingressos aos integrantes do Avanti, seu programa de sócio-torcedor, menina dos olhos do presidente Paulo Nobre. Os palmeirenses relegados ao lado de fora, vidrados em rádios, televisões e telefones celulares, fizeram Galuppo recordar o clima do velho estádio.

“Na rua, senti a energia de um antigo Palmeiras, de um antigo Palestra. Era gente que não se enquadra no modelo atual, o torcedor mais puro, que não é sócio do clube, que não é sócio Avanti, que nem tem uma camisa oficial, mas tem o bem mais precioso de uma instituição: o amor pelo time. Ele foi até lá e abraçou o seu time”, descreveu pesquisador.

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